Postado por André, November 3rd, 2009
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Depois de terminar um trabalho, você sempre diz que será seu ultimo filme. Isso também vale para Ponyo?

Mesmo que eu diga isso, não tenho como acreditar que conseguirei me aposentar. Por isso vou me poupar o trabalho de dizer.

Como você está preparando o Studio Ghibli para o dia em que você realmente se aposentar?

Faz tempo que nos preparamos para isso. Estamos constantemente procurando novos artistas e diretores. Também entramos em acordo que mesmo após a minha saída, continuaremos fazendo animações a mão livre.

Por que insistir em animar a mão livre quando todos usam computação gráfica?

São duas razões muito simples: a primeira é que eu gosto de animar usando apenas um lápis. A segunda é que não sei como usar computação gráfica. Admito que pode-se fazer coisas maravilhosas com outras técnicas de animação. O trabalho da Pixar com CG é maravilhoso, e a Nick Park, na Inglaterra, faz um ótimo trabalho em Stop Motion. Apesar disso não temos a necessidade de sair para competir com eles.

De onde veio a idéia para se produzir Ponyo?

Para criar um filme, eu gosto de lançar uma rede no oceano da minha imaginação e ver o que eu consigo pescar. Um dia desses, apareceu um peixinho chamado Ponyo que me chamou a atenção. Acho que essa é a melhor descrição da fonte das minhas idéias.  Para converter essas idéias em realidade, eu começo a pensar muito e desenhar os storyboards. Depois de ter a idéia mais concretizada, eu chamo três animadores que sempre trabalham comigo, e antes mesmo de saber qual será o final do filme, começamos a animar pequenos trechos da animação.

Como você define a mensagem desse filme?

Que é maravilhoso estar vivo. Não só nós, humanos, como também o planeta e o oceano.

De fato, todos os seus filmes tem uma mensagem ecologista por trás…
Isso é porque eu acredito que todos devem fazer um esforço para defender o Meio Ambiente, ainda que a essa altura eu acho que não há mais o que fazer. Todos sabemos que o planeta está em apuros e não é por falta de filmes com essa mensagem. Mesmo assim, quando eu desenho o mar, não tenho outra escolha a não ser desenhá-lo cheio de lixo, e lamentavelmente, eu tenho que dar mais realismo a esse lixo do que o mar precisa.

Como você faz para ainda conseguir ver o mundo com os olhos de uma criança?

Quando eu estava criando meus filhos, estava tão ocupado com meu trabalho, que perdi muitos detalhes da infância deles. Assim, hoje eu me sinto mal por não ter sido um pai melhor. Pelo menos atualmente nós temos no Studio Ghibli uma pré-escola para os filhos dos funcionários. Poder observar essas crianças é uma grande fonte de inspiração para mim. Principalmente porque eu vejo que para eles, cada segundo que se passa carrega algo de interessante. Estão o tempo todo aprendendo coisas novas e nunca param quietos.  Acho que agora me dou conta dessas coisas porque estou velho. Além disso, quando eu os observo, lembro de fatores da minha própria infância, e por isso acho que posso entende-los até melhor do que entendia antes.

Qual é o significado, para você, de toda a fama e dinheiro que seus filmes trouxeram?

Toda vez que eu termino um filme e os espectadores assistem, eu fico pobre. Por isso, como faz relativamente pouco tempo que Ponyo saiu nos cinemas, estou atravessando uma situação de pobreza. Não tenho nada no meu interior. Por isso, não há outro remédio a não ser lançar minha rede ao oceano e ver que outra idéia eu consigo pescar para a próxima história.

Por que você acha que o anime está fazendo tanto sucesso em todo o mundo?

Essa pode ser uma concepção errônea. Nem todo anime vai bem no Japão. Na verdade, a animação japonesa precisa ressuscitar pois está em um estado muito deplorável. No mundo dos desenhos animados no Japão, é produzida uma grande quantidade de lixo. Mesmo assim, no Japão, o anime ainda se sobrepõe aos filmes com atores em carne e osso. O cinema japonês de ficção está passando por um mal momento.

Qual o motivo disso?

Suponho que isso tem a ver com o fato de não podermos ver os japoneses como heróicos. Nenhum personagem de nossos filmes tem qualidades heróicas. Os personagens não são atraentes porque não tem suas qualidades humanas destacadas.

Você sente que a invasão dos filmes norte americanos de desenhos animados pode estar causando dano ao anime japonês?

Acho que não, afinal eles não têm tanta influência aqui. Eu não acredito que a animação possa ter uma influência muito poderosa para uma sociedade.

Você sente uma responsabilidade para revitalizar os animes sendo a voz mais forte no gênero nos últimos anos?

Não. Nós temos nossa própria paixão e nossos próprios princípios pelos quais nos guiamos. Nunca tentamos copiar ninguém. Nossa empresa, incrivelmente, é a que está menos focada no aspecto comercial. Não fazemos as coisas pensando em quanto conseguiremos ganhar. E mesmo assim, nossa empresa é a de maior destaque. Eu conheço os produtores de Pokemon e outros animes populares, mas nós vivemos em mundos diferentes.

Algo que sempre chamou atenção do ocidente, é que os personagens de anime não se parecem com os orientais. Qual o motivo disso?

Acho que através da televisão e do cinema, chegamos a um pouco onde tudo se parece um pouco. Todos os humanos se parecem no mundo da animação. No Japão, desenhar olhos puxados só para que tenham um toque oriental, seria algo muito estranho tanto para os espectadores quanto para nós desenhistas.

Quanto os filmes da Disney influenciaram-lhe?

Eu as vi, mas nunca tiveram uma influencia importante em mim. Os irmãos Fleischer, criadores do Popeye, esses sim me influenciaram e também alguns outros animadores antigos que já foram completamente esquecidos.

John Lasseter sempre disse que você é um de seus mentores…

Nunca me dei conta de que ele foi um de meus aprendizes. Eu o vejo mais como um grande amigo. Quando o conheci, ele tinha pouco mais de vinte anos e não havia nenhuma chance de fazer longas de animação; parte por culpa da dificil situação em que a industria de desenho animado norte americana se encontrava. Eu conhecia vários animadores nessa época, e o John se destacava pois estava trabalhando sozinho, com paciencia e paixão. Quando soube que Toy Story havia sido um grande sucesso, me alegrei muito porque sabia que era algo realmente merecido.

O que você se lembra do seu trabalho com Heidi?

Viajei para a suiça para me familiarizar com o mundo que teríamos que retratar. Fiquei algum tempo por lá, mas não o suficiente para poder compreender totalmente a cultura do país. Por isso, quando soubemos que a séria havia sido comprada e seria exibida tanto na Europa quanto no resto do mundo, todos os que estavam envolvidos com o anime queria se esconder debaixo da escrivaninha porque sabiamos que não tinhamos conseguido retratar com precisão o mundo dos Alpes suiços.


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Postado por André, October 17th, 2009
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Escrevi esse texto já faz um bom tempo para por no site no Studio Ghibli Brasil. Acho que nunca postei ele aqui e também acho que muita gente não deve ter lido ainda. Apesar de comprido, o texto contém muuuitas³³³ mas muuuitas³³³ informações e curiosidades muito bacanas sobre o Studio Ghibli! Não me lembro bem se está bem escrito, mas com certeza vale a pena conferir. Espero que gostem.

Semana que vem eu estarei viajando para a cidade de Ouro Preto com a faculdade, portanto ficarei sem internet e não poderei postar nada. Até a volta!

“O Quente Vento do Deserto do Sahara”. Para muitos, essa frase pode não fazer sentido algum, mas para Hayao Miyazaki, esse vento que se chama Ghibli seria aquele mudaria para sempre a história da animação mundial.

Graças ao sucesso alcançado por Nausicaä do Vale do Vento (????????, Kaze no Tani no Naushika), nasce em 1985 o Studio Ghibli. Sua história, porém, começa a nascer 30 anos antes com o encontro de Hayao Miyazaki e Isao Takahaka, futuros pais do estúdio. Em 1974 os dois se encontravam durante a produção de um Anime de grande sucesso no mundo inteiro – inclusive no Brasil -, Heidi (??????????, Arupusu no Sh?jo Haiji). Enquanto Takahaka dirigia as séries, Miyazaki fazia um trabalho sobre-humano para conseguir desenhar o layout de cada episódio detalhadamente. Isso fez com que os dois percebessem que para fazer as animações de alta qualidade, como desejavam, precisariam de um tipo de mídia onde os prazos não fossem tão apertados como são nas séries de televisão. Foi assim que surgiu a idéia da criação de um estúdio para produzir filmes cuidadosamente desenhados, com enredo e qualidade impecáveis.

Assim, o primeiro filme do Studio Ghibli, que estreou em 1986, foi Laputa, O Castelo no Céu (????????, Tenk? no Shiro Rapyuta) levando 775 mil pessoas aos cinemas – um sucesso de bilheteria e de crítica. Sempre inovando, 2 anos depois, o Studio Ghibli surpreendeu mais uma vez lançando dois filmes ao mesmo tempo. Para muitos estúdios esse desafio seria impossível de se cumprir sem comprometer a qualidade da animação ou a gestão dos recursos, mas Meu Vizinho Totoro (???????, Tonari no Totoro), dirigido por Hayao Miyazaki, e Túmulo dos Vaga-lumes (?????, Hotaru no Haka), de Takahaka, se tornaram obras primas consideradas por muitos os melhores filmes do Studio Ghibli até hoje. Atualmente o logo do Studio Ghibli é o perfil de Totoro, personagem principal do filme.

O reconhecimento que esses filmes trouxeram ao Studio Ghibli foi um dos fatores que contribuiu para que o próximo filme atingisse um número surpreendente de expectadores. Aproximadamente 2,64 milhões de pessoas foram ao cinema em 1989 para assistir O Serviço de Entregas da Kiki (??????, Majo no Takky?bin), fazendo com que esse fosse o filme mais visto no Japão durante aquele ano. Diante desse grande sucesso, aquele pequeno e idealizado estúdio de animação ficou muito limitado, então algumas mudanças operacionais no estúdio mostraram-se necessárias, fazendo com que houvesse uma grande reforma.

Até 1989 o Studio Ghibli não mantinha funcionários fixos e eles eram pagos por cada célula desenhada. Apesar disso ser o normal na indústria da animação, fazia com que o salário do pessoal do estúdio fosse abaixo do merecido. Assim, depois do lucro gerado por Kiki, a direção do Studio Ghibli decidiu regularizar os funcionários que passaram a trabalhar em período integral e ter um salário fixo. Além disso, foi decidido que seriam contratados novos animadores regularmente.

O presidente do Studio Ghibli foi muito importante para que essas mudanças pudessem ocorrer. Yasuyoshi Tokuma, um grande empresário japonês acreditava no estúdio e por isso deu e ainda da total liberdade a Miyazaki e Takahaka, raramente influenciando nas decisões. Mesmo assim, nos momentos cruciais de dificuldade, Tokuma sempre aparece para tomar conta da situação e garantir o futuro do Studio Ghibli.

O alto custo dessas mudanças que dobraram o valor pago pelo estúdio aos seus funcionários foi compensado pelo próximo filme de Isao takahaka. Only Yesterday (????????, Omohide Poroporo) foi muito bem recebido pelo púbico, fazendo também com que fosse o filme mais visto no Japão em 1991. O diretor executivo da época, Toru Hara, definiu a política do Studio Ghibli como “3As”: Alto Custo, Alto Risco e Alto Retorno. Baseado nisso, após Only Yesterday o estúdio começou a investir mais em marketing. Esse investimento, porém não foi visando altos lucros para abastecer o bolso de ambiciosos executivos e sim pagar o salário dos animadores responsáveis por tão belos trabalhos e garantir um financiamento para o próxima longa do estúdio.

Com funcionários trabalhando em tempo integral, não havia tempo a perder. Por isso, antes mesmo que Only Yesterday fosse concretizado, o estúdio já havia iniciado a produção de Porco Rosso (???, Kurenai no Buta). Isso logo fez com que o espaço físico do estúdio ficasse muito apertado. Eram aproximadamente 90 pessoas em um espaço de 300m². Por isso, apesar de não haver recursos suficientes, Hayao Miyazaki sugeriu que uma nova sede fosse construída. Toru Hara era contra a idéia e por isso acabou se afastando do Studio Ghibli, mas o presidente Tokuma encorajou a decisão dizendo que ele havia dinheiro suficiente no banco e poderia bancar a obra.

Assim, durante um bom tempo Hayao Miyazaki ficou trabalhando sozinho na produção de Porco Rosso e na planta do novo estúdio. Ele foi o responsável pela arquitetura do prédio e por organizar a construção de modo que ela ficasse o mais parecida possível com o que ele planejava. Em 1992 ficaram prontos o novo filme e a nova sede. O novo prédio, de 1100m² foi construído na cidade de Koganei, no distrito de Tokyo. Porco Rosso… mais uma vez teve a maior bilheteria do ano superando clássicos como A Bela e a Fera, da Disney que estreou naquele mesmo ano.

Em 1993, o Studio Ghibli comprou 2 câmeras computadorizadas fazendo assim com que o departamento de fotografia do estúdio pudesse ser enfim concretizado. O novo prédio tinha espaço e recursos para todos os departamentos de um estúdio de animação completo, isso permitiu que o Studio Ghibli pudesse se tornar ‘auto-suficiente’, deixando de depender de outras empresas para a fotografia. Ao contrário da tendência da indústria de animação, o Studio Ghibli queria que todos os passos dos longas fossem feitos lá.

Nesse mesmo ano, pela primeira vez um diretor que não o Miyazaki ou o Takahaka dirigiu um filme. Trata-se de Ondas do Oceano (??????, Umi ga Kikoeru), de Tomomitsu Mochizuki. O filme de 70 minutos foi um especial elaborado para a televisão principalmente por animadores recém contratados que haviam feito carreira no estúdio.

Em 1994, foi lançado A Guerra dos Guaxinins (?????????, Heisei Tanuki Gassen Ponpoko), que, ‘para variar’, também foi o mais visto no ano. Esse filme foi o primeiro do estúdio em que foi utilizado CG (ou computação gráfica). Nesse ano, o Studio Ghibli contava com 99 funcionários. 46 animando, 8 pintando, 12 desenhando, 4 fotografando, 12 dirigindo e produzindo, 5 divulgando e 12 administrando.

Sussurros do Coração (??????, Mimi wo Sumaseba), de 1995 também trazia inovações. Dessa vez, Miyazaki cuidou da produção e do roteiro, deixando a direção para o Yoshifumi Kondo. Com isso, Hayao Miyazaki visava treinar seus animadores para que eles pudessem um dia assumir as rédeas do estúdio. Yoshifumi Kondo já havia sido diretor de animação em Túmulo dos Vagalumes, Kiki e Only Yesterday, sendo inclusive muito disputado entre Miyazaki e Takahaka. Com Sussurros do Coração, Kondo se mostrou um habilidoso e experiente diretor pronto para encarar os desafios típicos do Studio Ghibli.

Dois anos depois, em 1997, Hayao Miyazaki concluiu o filme que lhe deu a maior projeção internacional até então. A Princesa Mononoke (?????, Mononoke Hime) surpreendeu o mundo todo com um filme muito maduro e sincero. Tratando de um assunto que a cada dia que passa fica mais atual, Mononoke mostrou na época a capacidade do diretor de atingir qualquer público com suas animações. Esse trabalho também contou com uma grande parcela de CG (Computação Gráfica), a partir de modernos equipamentos adquiridos pelo Studio Ghibli. Com o advento da tecnologia naqueles dias, o estúdio utilizava esse recurso para cobrir cenas simples porém trabalhosas de serem feitas a mão.

Como ficou evidente até aqui, um dia de trabalho no Studio Ghibli é sempre um desafio a ser vencido, o que faz com que haja um esgotamento muito grande por parte dos animadores. Por causa disso, depois de Mononoke, Hayao Miyazaki anunciou que se aposentaria da escrivaninha, trabalhando apenas ocasionalmente fazendo roteiros e dando assistência. Com isso, o diretor desejava também dar um espaço maior para os jovens animadores. No ano seguinte, porém, a trágica morte de Yoshifumi Kondou abalou fortemente o Studio Ghibli. Vitima de um aneurisma, Kondou mobilizou seus vários fãs e colegas de trabalho com a perda de um dos melhores animadores de Studio Ghibli. Nesse mesmo mês, Hayao Miyazaki perdeu o rumo dos acontecimentos se afastou oficialmente do estúdio fundando uma nova empresa, chamada Butaya. No ano seguinte, porém, Miyazaki volta ao Studio Ghibli, com novos planos.

Em 1999, Isao Takahaka termina Meus Vizinhos Yamadas (Tonari no Yamada-kun), filme totalmente computadorizado feito a partir de sketches aquarelados. Esse é o último filme de Takahaka até o anuncio de que ele estaria planejando outra longa, em 2008. Em 2001, é lançado a Viagem de Chihiro (????????, Sen to Chihiro no Kamikakushi) de Hayao Miyazaki. O filme, que estreou também nos cinemas brasileiros, também garantiu seu sucesso no mundo todo conquistando além de vários outros prêmios importantes, o Urso de Ouro em Berlim e o Oscar de melhor animação. Apesar disso, Miyazaki mais uma vez anunciou o fim da sua carreira como diretor, porém voltando atrás novamente alguns anos depois.

2002 é o ano de O Reino dos Gatos (Neko no Onegashi), filme que, traçando um paralelo com Sussurros do Coração, utiliza alguns dos personagens como Muta, o gato e o barão em um enredo totalmente independente. Foi nessa ocasião que o Miyazaki mais uma vez assegurou seus fãs que não pretende fazer uma continuação para nenhum de seus filmes.

Em 2004 Miyazaki conclui outro filme de grande projeção internacional, O Castelo Animado (???????, Hauru no ugoku shiro). O filme que conta com alguns trechos de CG traz um extra que mostra pela primeira vez detalhes das técnicas de computação utilizadas no Studio Ghibli.

Dois anos depois, Goro Miyazaki, o filho do diretor Hayao dirige seu próprio filme. Contos de Terramar (????, Gedo Senki), de 2006 foi uma produção muito polêmica, pois apesar de ter a qualidade dos filmes do Studio Ghibli, causou estranheza a muitos fãs e inclusive ao próprio pai do diretor, Hayao Miyazaki. Isso garantiu ao longa diversos prêmios – tanto positivos quanto negativos – por todo o mundo.

Em 2008, Toshio Suzuki, o presidente executivo do estúdio que havia assumido em 2005 se demitiu do cargo. Apesar disso, ele continuou trabalhando no Studio Ghibli como produtor. O ex-presidente afirmou que ao invés de exigir que os animadores fizessem um bom trabalho, ele queria fazer isso com as próprias mãos. Assim, a presidência executiva do estúdio passou para as mãos de Koji Hoshino. Nesse mesmo ano, foi lançado o mais novo filme do Studio Ghibli e do Hayao Miyazaki. Ponyo no Penhasco à Beira-mar ???????, Gake no Ue no Ponyo) é o resultado de anos de trabalho. O filme foi totalmente desenhado a mão sem nenhum tipo de computação gráfica, mas mesmo assim foi um enorme sucesso no Japão e no mundo. Aqui no Brasil, o filme deve chegar em Julho de 2009.

E é assim que depois de anos e anos, o Studio Ghibli continua firme e forte produzindo longas que encantam todas as gerações. Com a carreira do Miyazaki próxima do fim, o futuro do estúdio é incerto, mas fãs do mundo todo têm esperança de que sempre haverá alguém trabalhando para manter esse sonho vivo.




Postado por André, October 10th, 2009
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Listas do tipo top 50 são uma coisa muito pessoal. É muito difícil escolher os melhores filmes com total imparcialidade do gosto pessoal. Apesar disso, acho que vale o comentário.

A Time Out London, um respeitado guia de cultura e lazer fez uma lista das 50 melhores animações de todos os tempos. Entre grandes produções da Disney e outros clássicos mais independentes, o Studio Ghibli está presente em peso no Top 50!

Começando por Totoro que levou o primeiro lugar! Posição que eu não poderia concordar mais, já que esse é um dos filmes mais encantadores de todos. Ainda nos 10 melhores, ainda está A Viagem de Chihiro na 6ª posição. O próximo da lista é Túmulo dos Vagalumes em 12º. Mimi wo Sumaseba, que na minha opinião merecia uma posição melhor, ficou em 21º. Mononoke Hime (26º) e Porco Rosso (30º) completam todos os 6 filmes do estúdio que constam na lista.




Postado por André, October 7th, 2009
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Seguidinho com a notícia da mostra, fica essa dica. Em comemoração ao dia das crianças, a emisora pública TV Cultura vai exibir o filme A Viagem de Chihiro.

A exibição será dia 13 de Outubro (terça-feira) as 15h45. Apesar do horário ingrato, vale a pena pra quem conseguir ver. A Cultura é o canal 2 VHF ou 24 UHF digital.




Postado por André, October 6th, 2009
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Quem é de São Paulo pode ir se animando que esse mês teremos uma nova mostra com filmes do Studio Ghibli em São Paulo!

Trata-se da Mostra infantil – Animações Japonesas. Sediada na Biblioteca Temática Viriato Corrêa, estarão presentes os seguintes filmes: Castelo Animado, Kiki, Porco Rosso e Mononoke Hime. Como sempre, a exibição será gratuita e todos os filmes serão dublados em português. Segue a agenda:

  • O SERVIÇO DE ENTREGAS DE KIKI
    (103 min, 1989)
    Dia 17 de Outubro às 16h00

  • PORCO ROSSO – O ULTIMO HERÓI ROMÂNTICO
    (94 min, 1992)
    Dia 24 de Outubro às 16h00
  • PRINCESA MONONOKE
    (134 min, 1994)
    Dia 31 de Outubro às 16h00

Para mais informações, acesse o site da biblioteca. A Viriato Corrêa já realizou uma mostra semelhante em 2008 e mostrou ter uma ótima infraestrutura para o evento. Participem!

Serviço:
Biblioteca Temática Viriato Corrêa
Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana.
Próximo a estação do metro.
Tel: 5573-4017 e 5574-0389.
Como chegar

Muito obrigado ao Jücca de Melo pela noticia!




Postado por André, September 29th, 2009
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Olá pessoal! Desculpem esse recente período de ausência… estou a uma semana de uma das provas mais difíceis da minha vida, então meu tempo agora é dividido praticamente só entre estudo e café. Para não deixar o blog sem atualizações, vai aqui uma notícia fresquinha.

Está acontecendo no Japão uma das feiras de Games mais importantes do mundo; trata-se da Tokyo Game Show. Em um evento tão prestigiado é claro que a Level5 (produtora de Ni no Kuni) não poderia ficar de fora! E para nossa sorte, eles resolveram mostrar num evento um novo teaser do tão esperado jogo para DS. Essa nova lasquinha de Ni no Kuni que foi mostrada foi produzida em conjunto com o Studio Ghibli, então só aumentou mais ainda minha curiosidade sobre o game.

Para ver o trailer, acesse o site da Ghibli World: http://www.ghibliworld.com/news.html#2509

Contextualizando, Ni no Kuni é um jogo da Level5 em parceria com o Studio Ghibli que veio para celebrar o 10º aniversário da empresa. Em fase de produção, o game que terá como plataformas o Nintendo DS e outra ainda a ser escolhida, está previsto para ser lançado no Japão por volta de Abril de 2010.


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Postado por André, September 11th, 2009
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A pouco tempo atrás, Isao Takahaka, diretor do clássico Túmulo dos Vagalumes, anunciou seu novo filme. Depois de quase 10 anos na seca de lançamentos, o veterano está produzindo uma longa baseado num antigo conto folclórico chamado de Taketori Monogatari. Essa lenda conta a história de uma garota que é achada ainda bebê dentro de um bambu. A admiração do diretor pela história é tanta que ele já usou a cena de uma garota dentro de um bambu em seu último filme, Tonari no Yamada-kun.

Ainda foi divulgada pouca informação sobre o novo trabalho; ainda não se sabe nem para quando o filme está previsto. Apesar disso pode-se esperar que mais uma vez o diretor acertará a mão nessa adaptação desse tradicional conto japonês.

A algum tempo atrás, ele já tinha comentado algo sobre um próximo filme… mas era algo um pouco diferente. De qualquer forma, o Go-Panda! ficará ligado para trazer as novidade dessa nova obra. Fiquem ligados!


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